
A Solidão Te Engole Vivo oficializou a química da nova formação do Barão Vermelho. Além de Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra) e Maurício Barros (teclado, vocal), a banda carioca tem Rodrigo Suricato (vocal, guitarra) e Márcio Alencar (baixo).
O single foi gravado em junho, no estúdio Toca do Bandido, com produção de Maurício Barros e mixagem do expert Fabrício Matos, cujo currículo inclui prêmios Grammy. A masterizado ficou a cargo de Joe LaPorta, do Sterling Sound.
“Essa faixa é a primeira da atual fase do Barão”, diz Fernando. “Tem vários elementos bem barônicos, uma aura do que já vínhamos fazendo, mas com pitadas de novidades. Teve uma grande participação de todos nós, inclusive muito do Suricato no arranjo.”
Quem acompanha a letra e repara na música percebe que há uma clara mensagem de amor. Ainda que se possa jurar de pés juntos que se trata de uma mensagem endereçada à saída de Frejat ou de Rodrigo Santos, ou até mesmo ao campo de guerra político que dominou as redes sociais, a ideia é outra.
“Não foi feita pra ninguém. Não tem nada a ver com isso”, garante o guitarrista, um dos compositores, ao lado de Goffi e Barros. “É uma canção de amor que defende que juntos somos mais fortes do que individualmente.” O questionamento da letra, portanto, aponta para essa direção.
“As pessoas estão bastante voltadas para o individualismo, na vida. E realmente precisamos estar mais juntos. O clipe nos mostra, os seres humanos, com nossas características, feições, o olhar das pessoas. A união é algo bem grande e a humanidade, às vezes, deixa isso um pouco de lado”, completa.
“União” é um item que parece estar em abundância no Barão Vermelho. O quinteto se reestruturou com um entrosamento raro, daqueles que nos levam a crer que aquela formação tem anos e anos de estrada. Ao vivo, conforme já resenhei aqui, eles têm uma garra e um tesão compartilhado. Em estúdio, agora constatamos que realmente a coisa funcionou. A Solidão Te Engole Vivo leva o DNA barônico e antecipa o álbum de inéditas que sairá em 2019.
“Estou muito satisfeito com a sonoridade da faixa e com o resultado que deu”, celebra Fernando Magalhães. “As pessoas curtiram e tiveram uma empatia boa com a música. É um rock slow-tempo com pitadas de coisas modernas.”